10.17.2008

Acerca da formação de professores para a utilização do Magalhães


Ricardo Castel-Branco
17-10-2008


Gostaria somente de fazer um pedido a todos os que presentes, ausentes, concordantes e discordantes, nas, e com as acções de formação relativamente ao Magalhães…
Ajudem as nossas crianças a pensarem pela sua cabeça. Exijam delas a sua opinião.
Como professores, mais do cantigas, líricas ou outras, ensinem às crianças a importância de se manifestarem e de participarem nas decisões que os afectam.
O futuro depende disso, e as próximas gerações vão decerto ficar-vos gratos.
O Magalhães e outros artefactos são “fait-divers” quando a qualidade do professor é uma realidade.
A minha professora usava o quadro de giz, e conseguiu imprimir na grande maioria da turma, uma vontade de aprender e um espiríto “crítico” que nos levou sempre mais à frente, e que nenhum Magalhães pode substituir.
Acima de tudo garanto-vos uma coisa…
…Coloquem um ser pensante em frente de uma máquina que passado algum tempo ela não terá segredos para ele.
…Coloquem uma máquina à frente de quem não sabe pensar, que passado algum tempo o próprio se transformará numa máquina.

Nota de roda-pé: Um pequeno esclarecimento de não somenos importância… Magalhães, ou melhor, Fernão de magalhães não tem qualquer relação com “Adamastores” nem com o cabo Bojador (África).
Fernão de Magalhães foi o impulsionador da primeira viagem de circum-navegação (qua aliás foi financiada pela coroa Espanhola após a recusa de D. Manuel), que atravessando o Atlântico e seguindo para Sul ao largo da costa do Brasil, Argentina e Chile, atravessou o chamado “Estreito de Magalhães” para o pacífico, evitando assim a passagem pela “Terra do Fogo” e a obrigatoriedade de dobrar o sempre tempestuoso “Cabo Horn”.
Após diversas dificuldades. Magalhães veio a falecer vítima de envenenamento por “curare”, provocado por uma seta envenenada durante o desembarque nas Filipinas.
Foi o seu imediato na expedição, Sebastián D’Elcano que terminou a viagem.
O mais interessante… é que tudo isto foi feito sem computadores!!!!

Bem hajam os aventureiros e pensadores livres

http://paulocarvalhotecnologias.wordpress.com/2008/09/29/deformacao-%c2%abmagalhaes%c2%bb/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fern%C3%A3o_de_Magalh%C3%A3es

href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabo_horn

http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Magellan%27s_voyage_PT.svg

9.23.2008

O Light, o Brent... e a dor no dente.

De O Democrata Pré-histórico

Se há coisa que todos sabemos, é que a verdadeira liberdade começa na independência e na autonomia. Não basta dizer que somos livres, temos que ser livres, e ser livre implica ter a possibilidade de optar.
Em crianças aprendemos essa lição, e ansiamos por isso, com um aperto no peito, pela idade adulta, perspectivando os dias da autorecriação, ideia que se esfuma aos primeiros embates com a falta de autonomia.
É quando a vontade de ir ou de fazer, esbarra na impossibilidade financeira de lá chegar ou mesmo de partir.
Estranhamente, esta lição que nos impele para o estudo, para o esforço de atingir a autonomia, e nos empurra para o mercado de trabalho, cedo é esquecida, e vítimas do fenómeno mercantilista liberal, caímos no consumo e na ilusão de uma vida livre. Rapidamente damos por nós agrilhoados por créditos, despesas fixas, obrigações fiscais e o diabo a quatro.
Infelizmente para nós Portugueses, a nossa criancice começou em 1143 e acabou em 1500, quando alcançada a tão desejada autonomia, a corte se pôs a contrair a doença do consumo e da pompa e circunstância.
Não fora o esporádico episódio delirante de 40 anos de Estado Novo, e teríamos assistido a uma história semelhante à de qualquer família endividada até ao pescoço.
Nos dias que correm, tudo voltou ao normal...
Os portugueses não têm dinheiro, mas os grupos empresariais estão cheios dele, parasitando impunemente sobre o esforço daqueles que tão somente desejam uma vida simples e em liberdade. Os sucessivos Governos, tal como uma avestruz armada em rinoceronte, de vez em quando tiram a cabeça da areia, investindo contra qualquer objectivo que pareça que conferir modernidade.
A agravar a enfermidade, a actual crise da finança veio "furar" o balão de ar que o liberalismo selvático criou, debaixo da barbas de todos os Governos e cidadãos.

Quem está a salvo?

À primeira vista, quem não depende de petróleo nem de dinheiro, safa-se. A não ser claro está, que seja atingido por alguma catástrofe!

Uma coisa é certa. Quem tiver um mínimo de sensibilidade política, apercebe-se que tudo isto é pior que "Fado", porque o fado é obra propositada, e o "Fado" que nos consome é obra do acaso que nos tem governado.

A Política de Ordenamento do Território nunca foi levada a sério, preparando o país para a lenta desertificação do interior e a fragilidade às alterações geofísicas (cheias, incêndios, secas, etc...). Acordámos tarde para a nossa insuficiência energética, que nos obriga a comprar a energia ao exterior aos preços que o mercado impõe, e ainda assim damos alguns passos tímidos nas energias eólica e solar, mercê dos "empurrões" de alguns empresários estrangeiros, que vêem no nosso país o potencial que nós não vemos.

Em 1998 Portugal gastou uma verba impar até então a organizar a Expo'98. Neste certame fazia-se apelo ao potencial energético dos oceanos, quer a nível de aproveitamento das ondas quer das correntes e das marés.

No entanto, comportamo-nos qual enfermo com dor no dente a adiar a inevitável ida ao dentista. Não sei já se é porque não temos dinheiro para a consulta, ou se por habituação à dor, mas a inacção continua, e quando se prevê gastar €5.000.000.000,00 no TGV (cinco mil milhões de Euros - 1000 milhões de contos em Português arcaico), eu fico a pensar onde é que vamos arranjar electricidade para pôr o TGV a andar.

Vamos decerto importá-la, e continuar a viver ao sabor do vento.

A navegar assim, as descobertas tinham acabado "encalhadas" na Berlenga, ou coisa que o valha.

Se não se der rumo à política de desenvolvimento estratégico deste país, vamos acabar "encalhados" na próxima escalada do petróleo, ou numa qualquer "flatulência" do Dólar e do mercado.


Não sendo tudo verdade, vale a pena ler o artigo.


8.11.2008

Sedentos de Sangue - Comentário In Expresso

Sedentos de Sangue Se não fosse por uma questão de educação, depois de ler todos os comentários eu diria: - PORRA!!!! Os Portugueses estão sedentos de sangue. É incrível o que a ignorância faz às pessoas. As mesmas pessoas que afirmam coisas como... "Morte a todos!!"... e quejandos, são quase seguramente as mesmas que exclamariam admiração se por acaso estes tipos em vez de assaltantes fossem especialistas em fugas ao fisco e lhes ensinassem a fazer o mesmo. Ou até aplaudiriam caso estes assaltantes conseguissem fugir com um saque de milhões (o que nunca seria possível neste caso). Caramba!!... Chegámos ao Farwest?? Esta gente reage com uma naturalidade a uma coisa desta violência que me deixa perplexo. Estes dois "rapazes", que é o que são, tinham menos de 30 anos, e a vida toda pela frente. Não posso deixar de condenar o assalto, a sua decisão de tomar os reféns, e mais ainda, a estupidez de não se entregarem à polícia. Só poderia vir a ter um desfecho deste tipo. Mas daí até achar que tudo está bem quando acaba bem. Não acabou nada bem. Bem teria sido eles serem inteligentes e entregarem-se à polícia. Eu não desejo um estado policial com tropas de choque a entrar pelos bairros a toda a hora como no Brasil. A mim o que mais me preocupa, é perceber que a nossa sociedade está a ficar mais egoísta, menos solidária, menos sensível e mais violenta. Tenho duas filhas pequenas e não olho para nada disto com bons olhos. Gostava de ver algum dia alguém das classes dirigentes a apontar a pobreza e a ignorância na génese da violência. Mas enfim... anunciar quadros interactivos e mais horas de escolas de portas abertas, deve ser mais importante do que dar às famílias Portuguesas a oportunidade de não trabalhar tanto e passar mais horas com os filhos. É que isto de dar a volta por cima, primeiro requer que se saiba onde é que é cima e onde é que é baixo, e uma coisa vos garanto... por este andar, só estamos a apontar cada vez mais para baixo. Repito... tudo muito lamentável!!!